sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nage No Kata

Neste Domingo na cidade de juazeiro da Bahia ! vai ser Realizado o campeonato Nage No Kata no country club parti das 9:00 horas da manha ... veja mais ou menos como vai ser ....


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Melhores Kimonos para Judô



Ai esta galera mais um toque que o nosso blogger esta dando para os Judocas e quem esta penssando em praticar o Judô.


Ai esta nossa dica ..... Você pode da a sua tamben..

agradecemos sua porticipação

segunda-feira, 31 de agosto de 2009



Estrelas do Passado

Yasuhiro Yamashita (JAP)

O judoca japonês Yasuhiro Yamashita, nascido no dia 1º de junho de 1957, é considerado um dos maiores lutadores da história do judô e o melhor a se apresentar em uma Olimpíada. Yamashita conseguiu destaque internacional em abril de 1979, quando aos 19 anos venceu o campeonato japonês, derrotando na final o até então invencível Sumio Endo. Após sua primeira vitória, defendeu o título com sucesso durante oito anos consecutivos.Discípulo do lendário Isao Inokuma, um extraordinário lutador dos anos 50 e 60, Yamashita se aperfeiçoou no judô no departamento de artes marciais da Universidade de Tokai. Durante sua carreira esportiva, fez 559 lutas, das quais ganhou 528, empatou 15 e perdeu apenas 16 vezes. Todas estas derrotas antes dos 19 anos, pois nunca mais foi derrotado depois de alcançar essa idade. Até parar de competir profissionalmente, Yamashita somou 203 vitórias consecutivas.Seu recorde é ainda mais impressionante: jamais perdeu para alguém que não fosse japonês. Foi quatro vezes campeão mundial: Paris-1979, Maastrich-1981 (nas categorias pesados e aberta) e Moscou-1983. Nas Olimpíadas de Los Angeles-984, Yasuhiro Yamashita conseguiu um feito notável: mesmo tendo se contundido na fase inicial, venceu todas as suas lutas subseqüentes, chegando à medalha de ouro. Seus rivais, sabendo da contusão, chutavam sua perna lesionada, mas ele conseguiu vencer a dor e levou o ouro mesmo assim.Técnico e dono de uma força de vontade incomum, foi mestre na arte do Osoto-gari, uma projeção onde o atacante entra em contato com a perna de forma oblíqua, com efeito devastador. Tão grande foi seu domínio neste golpe que, depois de se retirar das lutas, escreveu um livro de sucesso onde explicava, pela primeira vez, sua visão particular desta técnica.Yanashita encerrou sua carreira de judoca em 1986, vendo cumprido seu sonho de ser campeão olímpico, já que o Japão não participou dos Jogos de Moscou-1980 por causa do boicote à União Soviética. Atualmente, trabalha como instrutor de judô no Japão -treina Kosei Inoue, atual campeão olímpico e tricampeão mundial- e como diretor da Federação Internacional de Judô.

domingo, 30 de agosto de 2009

Brasil deixa a Holanda sem nenhuma medalha conquistada no Mundial de Judô

Melhores resultados da delegação do país em Roterdã foram os quintos lugares de Daniel Hernades, Sarah Menezes e Rafaela Silva

GLOBOESPORTE.COM Roterdã, Holanda

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A decepção é clara. Pela primeira vez, o Brasil chegou ao Mundial de Judô com dois campeões mundiais e voltou para casa sem nenhuma medalha. Maiores esperanças brasileiras, Tiago Camilo e Luciano Corrêa foram eliminados e viram seus resultados serem superados por judocas menos consagrados, como Daniel Hernandes, Sarah Menezes e Rafaela Silva, que conquistaram o quinto lugar, o melhor desempenho da delegação na Holanda. Porém, o país registrou resultado mais significante no feminino desde 2003, quando Edinanci Silva foi bronze.

Divulgação  /CBJ

Daniel Hernandes é derrotado por ippon na disputa pela medalha de bronze no Mundial

- Foi uma surpresa não muito feliz este resultado. Vamos sentar e avaliar onde erramos. Sabemos que o Brasil não foi o único país que teve um desempenho abaixo do esperado, mas vamos nos preocupar apenas conosco - disse o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley.

Considerado o Mundial das zebras, a competição em Roterdã não trouxe muita sorte para os melhores judocas da atualidade. Dos 32 medalhistas nos Jogos de Pequim presentes na competição, somente dois voltaram a conquistar medalhas – o alemão Olé Bischof (-81kg) levou o bronze e a chinesa Tong Wen (+78kg) ficou com o ouro. Já dos atletas que subiram ao pódio no último Mundial, em 2007, 10 repetiram o feito, e dos líderes do ranking, somente o japonês Yoshie Ueno (-63kg) e o russo Ivan Nifontov (-81kg) foram campeões.

Confira os resultados dos brasileiros no Mundial de Judô:


Daniel Hernandes

Pela quinta vez na carreira, o peso pesado Daniel Hernandes disputou uma medalha de bronze em Mundiais e foi derrotado. Em Roterdã, o judoca bateu o mongol Gankhuyag Dorjpalam com um wazari na repescagem, mas perdeu a medalha para lituano Marius Paskevicius por ippon.

- Acredito que o esporte ficou ainda mais ingrato com este sistema de eliminação com a repescagem só valendo para quem chega até às quartas. Mas, este é o judô moderno e todos precisam se adaptar. O judô ensina a levantar rápido após uma queda e é isso que vou fazer. Sei que me entreguei o máximo que pude e vontade eu garanto que não faltou. Acredito mais que tenha faltado sorte – explicou Daniel.

Luciano Correa tem dificuldade para lutar com judocas de baixa estatura

Luciano Corrêa

Campeão mundial há dois anos no Rio de Janeiro, o meio-pesado (-100kg) Luciano Corrêa acabou eliminado nas oitavas de final. Na terceira luta, o judoca foi superado com um wazari no golden score pelo mongol Temuulen Battulga.

- Ele fez um golpe de catada de perna e tenho um pouco de dificuldade em lutar com judocas de baixa estatura. Isto é um dos pontos que terei que trabalhar na volta para o Brasil. Foi uma das melhores preparações que já fiz e saio daqui muito chateado com esta derrota – lamentou Luciano.

Tiago Camilo

Campeão mundial e duas vezes medalhista olímpico, Tiago Camilo mudou de categoria e não conseguiu um bom resultado. O judoca foi eliminado logo na primeira luta pelo sul-coreano Kyu-Won Lee, por ippon.

Rafaela Silva

Substituta de Ketleyn Quadros, Rafaela Silva chegou à disputa do bronze na categoria até 57kg. No entanto, a jovem judoca de apenas 17 anos não resistiu à atleta do Azerbaijão Kifayta Gasimova e terminou em quinto lugar na competição.

Nacif chegou a vencer o campeão mundial de 2005

Nacif Elias

Com apenas 20 anos, Nacif Elias (-81kg) foi umas das maiores surpresas brasileiras no Mundial. O jovem judoca começou vencendo o holandês Guillaume Elmont, campeão mundial em 2005, por decisão dos árbitros, e depois eliminou o australiano Brent Iverson por estrangulamento. Porém, nas oitavas de final, Nacif levou um wazari e só conseguiu um yuko, por duas punições, do francês Axel Clerguet e foi eliminado.

Rochelle Nunes

Estreante em Mundias, Rochelle Nunes (+78kg) foi superada pela cubana Idalis Ortiz no primeiro combate. A brasileira não tomou a iniciativa do combate e levou duas punições. A judoca de Cuba, atenta às falhas da rival, explorou bem e chegou à vitória.

Maria Portela

Maria Portela, da categoria até 70kg, deu adeus à competição ao ser derrotada pela eslovena Rasa Sraka, na segunda rodada. Na primeira luta, a brasileira havia derrotado a norte-coreana Jong Hui Hyon.

Danielli Yuri

Danielli Yuri, da categoria até 63kg, foi eliminada também na estreia. A brasileira perdeu para a russa Vera Koval.

Leandro Guilheiro

Em uma das lutas mais rápidas do Mundial, Leandro Guilheiro (-73kg) foi eliminado por Rinat Ibragimov, do Casaquistão, por ippon, nas oitavas de final. A luta durou apenas 38 segundos, com Ibragimov usando a cabeça de Guilheiro para projetar seu corpo e dar um golpe perfeito no brasileiro, que tem duas medalhas olímpicas de bronze, em Atenas e em Pequim.


Fonte: site Globo.com

Quadro de medalhas do mindial da Holanda



China, França e Cazaquistão levam últimos ouros do Mundial de judô

por ESPN.com.br com agências
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Os judocas Maxim Rakov (Cazaquistão), Teddy Riner (França) e Wen Rong (China) conquistaram as medalhas de ouro do último dia do Mundial de judô, disputado em Roterdã, na Holanda.

Rakov subiu ao lugar mais alto do pódio na categoria meio-pesado (até 100kg), e Riner, na pesado (superior a 100kg). Já a judoca asiática venceu entre as atletas da categoria pesado feminina (superior a 78).

Ao fim do Mundial de Judô, o Japão terminou como líder do quadro de medalhas, com três ouros, uma prata e três bronzes. A Coreia do Sul foi segunda, com dois ouros e três bronzes, e a França ficou na terceira posição, somando dois ouros e um bronze. O Brasil terminou sem medalhas.

Daniel Hernandes, neste domingo, foi o único brasileiro no masculino a chegar à decisão pelo bronze. No feminino, Sarah Menezes e Rafaela Silva conseguiram o mesmo feito.

Pódios do último dia:

Meio-pesado (até 100kg) - homens:
1. Maxim Rakov (CAZ)
2. Henk Grol (HOL)
3. Takamasa Anai (JAP)
3. Ramadan Darwish (EGI)

Pesado (superior a 100kg) - homens:
1. Teddy Riner (FRA)
2. Oscar Bryson (CUB)
3. Mrius Paskevicius (LTU)
3. Abdullo Tangriev (UZB)

Pesado (superior a 78kg) - mulheres:
1. Wen Tong (CHN)
2. Karina Bryant (GBR)
3. Idalis Ortiz (CUB)
3. Maki Tsukada (JAP)

Quadro de medalhas (ouro-prata-bronze):

1. Japão 3-1-3
2. Coreia do Sul 2-0-3
3. França 2-0-1
4. Holanda 1-2-0
5. Rússia 1-1-1
6. Ucrânia 1-1-0
7. China 1-0-1
8. Cazaquistão 1-0-0
8. Mongólia 1-0-0
8. Colômbia 1-0-0
11. Espanha 0-2-1
11. Cuba 0-2-1

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nacif Elias e Danielli Yuri são eliminados no Mundial de judô

Atletas brasileiros têm desempenho ruim no terceiro dia de competição na cidade de Roterdã, na Holanda







ROTERDÃ - O judô brasileiro teve um desempenho ruim no terceiro dia do Mundial de Judô, que está sendo realizado em Roterdã, na Holanda. Nesta sexta-feira, Nacif Elias, na categoria até 81 kg, e Danielli Yuri, na categoria até 63 kg, foram eliminados precocemente da competição.

Veja também:
linkJapão e Rússia levam ouro no Mundial

Antes de ser derrotado, porém, Nacif Elias, que disputou seu primeiro Mundial, conseguiu um resultado expressivo. O brasileiro derrotou o holandês Guillaume Elmont, campeão do mundo em 2005, por decisão da arbitragem. Depois, ele venceu o australiano Brent Iverson. A campanha do brasileiro foi encerrada nas oitavas de final, com derrota para o francês Axel Clerget, por wazari.

"Cometi um erro, ele acertou um wazari e, apesar de ter visto no vídeo e achar que foi yuko, não tem mais nada que eu possa fazer. Agora resta corrigir os erros. Preciso ganhar mais resistência, para poder dar um volume alto de ataques durante todo o tempo da luta", afirmou.

Já Danielli Yuri entrou apenas uma vez nos tatames holandeses. A brasileira foi derrotada na primeira rodada do pela russa Vera Koval, por ippon. "Estava bem superior na luta e no único golpe que ela tentou acabou resultando no ippon. Judô é assim. Uma fração de segundo é o suficiente para a pessoa acertar um movimento e vencer", lamentou.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Daniele Zangrando faz suas apostas para o Mundial de Judô na Holanda

Comentarista do SporTV acredita em pódio de Luciano Corrêa, Tiago Camilo e Leandro Guilheiro. No feminino, as maiores chances são de Rafaela Silva e Sarah Menezes.





E vc qual e sua a posta ???? deixe seu comentarioooo


Lei 11.438/06, a Lei de Incentivo ao Esporte
Após anos de espera chegou a vez do esporte.
O Governo Federal elaborou a Lei 11.438/06, a Lei de Incentivo ao Esporte.
A Lei de Incentivo ao Esporte autoriza entidades sem fins econômicos ou lucrativos (Federações, Associações, Fundações, Clubes, Universidades, Entidades Públicas, etc.) a captar recursos, por intermédio da renúncia fiscal do Governo Federal, para utilização no desenvolvimento de Projetos de natureza esportiva de manifestações Educacionais, Participativas e Alto Rendimento. Leia Mais… Lei 11.438/06, a Lei de Incentivo ao Esporte

A influência japonesa no judô brasileiro atual

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O judô brasileiro é japonês de origem. A maior concentração da colônia oriental é em São Paulo. Não é a toa que esse estado tenha se tornado o mais forte no judô nacional.
Não foi à toa também que a primeira medalha olímpica do judô daqui tenha sobrenome japonês: Chiaki Ishii, brasileiro naturalizado que conquistou bronze nas Olimpíadas de Munique.
Foram necessárias décadas de germinação nos guetos japoneses até a modalidade conquistar espaço na agenda esportiva dos brasileiros.
Hoje, é uma das atividades esportivas mais concorridas.

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Praticado em academias, clubes e escolas, o judô é muito respeitado como esporte disciplinador e ao mesmo tempo como um dos mais competitivos do mundo. Para comprovar isso estão aí os milhares de atletas inscritos nas federações estaduais e as medalhas olímpicas que o judô brasileiro já conquistou: duas de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
O judô do Brasil tem em um brasileiro nato o seu maior nome: Aurélio Miguel, medalha de ouro nas Olimpíadas de Seul (88) e bronze nas de Atlanta (96).
Mas justamente o principal ídolo do esporte por aqui considera-se mais japonês que muito japonês. Aliás, recomenda o Japão como fonte inspiradora e local ideal para treinamentos. "Antes de todas as minhas conquistas importantes sempre houve um estágio no Japão", justificou. Fato comum na história da esmagadora maioria dos atletas de todos os estados, na formação do judoca Aurélio Miguel também vai se encontrar um ‘sensei’ tipicamente japonês. No caso dele, Massao Shinohara.

O estilo refinado não consegue esconder a ‘orientalidade’ de sua origem. Juntos, o intenso intercâmbio promovido pelas entidades que dirigem o esporte no país e o talento natural dos atletas nacionais, têm revelado sucessivas gerações de bons atletas nas competições internacionais como Lhofei Shiozawa, Ryoji Suzuki, Takayuki Nishida, Hely Sassaki, Anelson Guerra, Luís e Nelson Onmura, Walter Carmona, Douglas Vieira, Carlos Alberto Pacheco, Carlos Alberto MC Cunha, Oswaldo Simões, Ricardo e Rogério Sampaio, Edinanci Silva, Danielle Zangrando, Henrique Guimarães, Sebastian Pereira e Fúlvio Miyata entre muitos outros.O caráter disciplinador é uma das principais particularidades do judô. Também é essa uma das grandes heranças do esporte aqui praticado. Os mestres japoneses transmitem a seus alunos uma consciência de hierarquia e respeito que muitos pais têm dificuldades de passar aos filhos.

Durante as últimas décadas, entretanto, esse aspecto educativo do judô vem perdendo força. Os imigrantes estão desaparecendo e seus descendentes ficando cada vez mais distantes de suas origens. Aos poucos, o judô brasileiro vai perdendo o sotaque e a tutela de ‘senseis’ como Shinohara, Oide, Onodera, Ishii, Ono, Suganuma, Miura etc. Estão cedendo seus lugares a nomes como Geraldo Bernardes, Paulo Duarte, Paulo Wanderley, Ney Wilson, Floriano de Almeida, Douglas Vieira, Sérgio Pessoa, etc..
Entretanto, serão necessárias dezenas de anos até que o judô do Brasil deixe de transparecer sua origem. Afinal, a forma que moldou as gerações que passaram continua a ser usada pelos ex-alunos, hoje na função de mestres. Além disso, sobrenomes como Ishii, Shinohara, Miyata, entre outros, seguem levando aos tatames e em verde-amarelo o judô que aprenderam no berço. Essa miscigenação se repete em outros países, mas em nenhum lugar é tão forte como no Brasil. Como no mundo de hoje globalização é a palavra de ordem, pode-se apenas esperar que ela não se traduza em breve por homogeneização do esporte. É importante que o judô mantenha em cada região seus sabores próprios.
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Texto do jornalista Moacir Ciro Martins, publicado na Revista IPPON, nº 17, JUN/JUL - 1998

A chegada do Judô no Brasil - Conde Koma


Maeda (à esq.) com o
Prof. Jigoro Kano

Em 1904, Koma ao lado de Sanshiro Satake, saiu do Japão. Seguiram então para os Estados Unidos, México, Cuba, Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru (onde conheceram Laku, mestre em ju-jitsu que dava aulas para a polícia peruana), Chile, onde mantiveram contato com outro lutador, (Okura), Argentina (foram apresentados a Shimitsu) e Uruguai. Ao lado da troupe que a eles se juntou nos países sul-americanos, Koma exibiu-se pela primeira vez no Brasil em Porto Alegre. Seguiram depois para o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, São Luís, Belém (em outubro de 1915) e finalmente Manaus, no dia 18 de dezembro do mesmo ano. A passagem pelas cidades brasileiras foi marcada apenas por rápidas apresentações. Por sua elegância e semblante sempre triste, Mitsuyo Maeda ganhou o apelido de Conde Koma durante o período que ficou no México.A primeira apresentação do grupo japonês em Manaus, intermediado pelo empresário Otávio Pires Júnior, em 20 de dezembro de 1915, aconteceu no teatro Politeama. Foram apresentadas técnicas de torções, defesas de agarrões, chaves de articulação, demonstração com armas japonesas e desafio ao público. Com o sucesso dos espetáculos, os desafios contra os membros da equipe multiplicaram.
Entre os desafiantes, boxeadores como Adolfo Corbiniano, de Barbados, e lutadores de luta livre romana como o árabe Nagib Asef e Severino Sales. Na época Manaus vivia o "boom" da borracha e com isso as lutas eram recheadas de apostas milionárias, feitas pelos barões dos seringais. De 4 a 8 de janeiro de 1916, foi realizado o primeiro Campeonato de Ju-jitsu amazonense.


Maeda (à dir.) com seus companheiros

O campeão geral foi Satake. Conde Koma não lutou desta vez, ficando apenas com a organização do evento. No dia seguinte (09/01/1916), o Conde, ao lado de Okura e Shimitsu, embarcou para Liverpool, na Inglaterra, onde permaneceram até 1917. Enquanto a dupla permaneceu no Reino Unido, Satake e Laku seguiram lecionando ju-jitsu japonês aos amazonenses no Atlético Rio Negro. E os mestres orientais continuaram vencendo combates a que eram desafiados. Até que em novembro de 1916, o lutador italiano Alfredi Leconti, empresariado por Gastão Gracie, então sócio no American Circus com os Irmãos Queirollo, chegou a Manaus para mais um desafio. Satake que estava adoentado cedeu seu lugar para Laku, sendo este derrotado por Leconti. Sataki, em recuperação, seria o próximo adversário do italiano, mas devido a brigas geradas por ocasião do combate entre Laku e o desafiante, o delegado Bráulio Pinto resolve proibir outras lutas na capital amazonense.


Maeda participando de desafios

a
Maeda (em pé a dir.) e seus primeiros alunos
no Brasil

A volta ao Brasil

Em 1917, de volta ao Brasil, mais especificamente em Belém, e tendo ao lado sua companheira, a inglesa May Iris Maeda, Conde Koma ingressa no American Circus onde conhece finalmente Gatão Gracie. Em novembro de 1919, o Conde retorna a Manaus, agora na condição de desafiante de seu amigo Satake. Foi então que aconteceu a única derrota de Koma em toda sua carreira. Na biografia anterior diziam que ele nunca havia sido derrotado. Então ele volta para Belém e em 1920, já com a crise da borracha, é desfeito o American Circus. Com isso, Mitsuo Maeda embarca novamente para a Inglaterra. Em 1922, regressa como agente de imigração, trabalhando pela Companhia Industrial Amazonense e começa a ensinar judô aos belenenses na Vila Bolonha. No mesmo ano, seu ex-companheiro Satake embarca para a Europa e nunca mais se tem notícias do grande mestre.Conde Koma continuou em Belém, falecendo em julho de 1941. Carlos e Hélio Gracie, filhos de Gastão seguiram atuando no ju-jitsu, modalidade que aprenderam com Koma no circo do pai. Isso, depois que a arte marcial já estava definitivamente implantada em Manaus pelos membros da troupe de Koma, principalmente Sanshiro "Barriga Preta" Satake.
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Texto extraído da pesquisa feita pelo amazonense Rildo Heros Barbosa de Medeiros.
O trabalho do judoca/pesquisador foi reconhecido pelo Instituto Kodokan

A origem

Baseado em contos e lendas, a origem documental do combate corporal é imprecisa. O texto do Prof. Carlos Catalano Calleja, que foi um dos maiores estudiosos do Judô no Brasil, mostra um pouco da história do início destes combates, que deram origem ao Ju-jitsu.
O início do desenvolvimento histórico do combate corporal se perde na noite dos tempos. A luta, inclusive por necessidade e sobrevivência, nasceu com o homem e, a esse respeito, os documentos remontam os tempos mitológicos.
Um manuscrito muito antigo, o Takanogawi, relata que os deuses Kashima e Kadori mantinham poderes sobre os seus súditos graças às suas habilidades de ataque e defesa.
A Crônica Antiga do Japão (nihon Shoki), escrita por ordem imperial no ano de 720 de nossa era, menciona a existência de certos golpes de habilidade e destreza, não apenas utilizados nos combates corporais mas também, como complemento da força física, espiritual e mental, relatando uma história mitológica na qual um dos competidores, agarrando o adversário pela mão, o joga ao solo, como se lançasse uma folha.

Segundo alguns historiadores japoneses, o mais antigo relato de um combate corporal ocorreu em 230 aC, na presença do imperador Suinin. Taimano Kehaya, um lutador insolente foi rapidamente nocauteado por um terrível cultor do combate sem armas, Nomino Sukune.
Naquele tempo não havia regras e combate padronizadas. As lutas poderiam desenvolver-se até a morte de um dos competidores.
As técnicas de ataque e defesa utilizadas guardam muita semelhança com os golpes do sumô e do antigo ju-jitsu.
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JU-JITSU

Várias são as conjecturas sobre o desenvolvimento histórico do ju-jitsu, mas há fortes indícios de que sejam meras suposições baseadas em lendas ou contos, que guardam uma íntima relação com o aparecimento de certas academias.
Uma delas descreve que, por volta de 1650, um monge chinês, Chin Gen Pin, teria idealizado terríveis golpes denominados "tes", com o objetivo de matar ou ferir gravemente um ou mais adversários, mesmo armados.
Alguns anos depois, quando vivia no Japão, conheceu e fez amizade com três samurais inferiores. O chinês ensinou-lhes todos os "tes" que sabia. Maravilhados com os resultados que poderiam ser alcançados, os três japoneses submeteram-se a um longo treinamento e dedicaram-se a aperfeiçoar a terrível arte do monge chinês.
Algum tempo depois, os três japoneses resolveram separar-se e partiram pelo Japão afora, profissionalmente, a divulgar os seus fabulosos golpes. Conta-se que conseguiram transmitir a "arte do monge chinês", a muitos discípulos. Estes, por sua vez, fundaram as suas próprias academias e assim foi desenvolvendo-se um tipo de luta que teria sido denominado ju-jitsu.
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Fonte - "Caderno Técnico-Didático: Judô", do MEC - Secretaria de Educação Física e Desportos, escrita pelo Prof. Carlos Catalano Calleja (árbitro internacional)

A historia do judo

Jigoro Kano, que era pequeno e fraco por natureza, começou a praticar o ju-jitsu aos 18 anos pelo propósito de não ser dominado por sua fraqueza física. Ele aprendeu atemi-waza (técnicas de percussão), e katame-waza (técnicas de domínio) do estilo ju-jitsu Tenjin-shin-yo Ryu e nague-waza (técnicas de arremesso) do estilo de ju-jitsu Kito Ryu. Baseado nestas técnicas ele aprofundou seus conhecimentos tomando como base a força e a racionalidade. Além disso, criou novas técnicas para o treinamento de esportes competitivos mas também pelo cultivo do caráter.Adicionando novos aspectos ao seu conhecimento do tradicional ju-jitsu o professor Kano fundou o Instituto Kodokan,com a educação física, a competição e o treinamento moral como seus objetivos.
Com o estabelecimento do dojô Kodokan, em 1882, e com 9 alunos, Jigoro Kano começou seus ensinamentos do judô. O texto do estudioso japonês Yoshizo Matsumoto mostra os conceitos iniciais deste esporte e os seus objetivos.


Prof.Jigoro Kano aos 22 anos


Entrada do 1º dojo da Kodokan

Fundação do Instituto Kodokan

O prof. Kano estabeleceu o Instituto Kodokan em 1882, época em que o dojô (local de treino) tinha apenas 12 tatamis e o número de alunos era nove. O ju-jitsu foi substituído pelo judô pela razão de que enquanto "jitsu" significa técnica o "do" significa caminho, este último podendo ter dois significados: o de um caminho em que você anda e passa e o de uma maneira de viver.
Como meio de ensino, no Kodokan, Jigoro Kano adotou o randori, kata e métodos catequéticos, adicionando educação física ao treinamento intelectual e à cultura moral. A harmonia desses três aspectos de educação constituem a educação ideal pela qual o judô será ensinado.
Ao redor do ano 20 da era Meiji (1887), o judô tinha dominado o ju-jitsu, que foi varrido de vários países. O princípio do "JU", do judô, passou a significar o mesmo que na frase "gentileza é mais importante que obstinação".

Assim a teoria do "JU", que é gentileza, suavidade, pretende utilizar a força do oponente sem agir contra ela, podendo ser aplicada não somente na competição mas também aos aspectos humanos.


Boa cultivação e uso da energia

O prof. Kano disse em 1910 que a teoria da cultivação da energia tratava de adotar um método para melhorar a habilidade mental e física pelo armazenamento de ambas quanto for possível. Ele disse que o seu bom uso é cultivar e usar a energia humana para o bem e que a teoria pode ser adquirí-la através do treinamento de judô, podendo ainda ser ampliada para todos os aspectos da vida. Antes de se expandir, o conceito de judô do professor veio a formar dois grandes guias: o melhor uso da energia individual e o bem estar mútuo. Com estes princípios o judô expandiu-se no próprio Japão e no exterior. Com esta base, o prof. Kano deixou como ensinamento que através do treinamento a pessoa deve se disciplinar, cultivar o seu corpo e espírito através das técnicas de ataque e defesa, fazendo engrandecer a essência do caminho.
O melhor uso da energia e o bem estar mútuo são uma versão


Prof. Jigoro Kano - 1910

resumida dos ensinamentos de Jigoro Kano, que definiu como objetivo último do judô construir a perfeição de uma pessoa e beneficiar o mundo.